terça-feira, 31 de outubro de 2017

Jewad Selin - Iraque




Jewad Selin (1919-1961) Nasceu em Ankara, Turquia. Estudou escultura em Paris (1938-1939) Roma (1939-1940) e Londres (1946-1948), onde conheceu sua futura esposa, a estudante de arte Lorna. Jewad.  Foi influenciado por Picasso e Henri Moore. Fascinado com o Egito Antigo, as esculturas da Mesopotâmia e os relevos da Babilônia e Assíria. Ao retornar ao seu país foi indicado como professor do Departamento de Escultura do Institute of Fine Art, Bagdá. Fundou The Baghda Modern Sua obra mais conhecida é o Monument of Freedon celebrando a vitória da Revolução de 1958. Foi o mais importante artista moderno do Iraque, considerado o pai do Modernismo no país.




Sem titulo, s.d.

Mother and Child, s.d.

Standing Figure, 1941.

People of Baghda, s.d.

Sem título, s.d.

Sem título, s.d.


Back Gardens - Camden Town, 1947.

Lamea, 1949.


The Garner, 1950.


Sem título, 1951.


Young Man and His Wife, 1953. Coleção particular.

Woman Selling Material, 1953.

The Watermelon Seller, 1953.


Portrait or Lorna Selin, 1955.

Baghdadist, 1956. Arab Museum of Modern Art, Doha.


Two Women, 1957.

Monument for the Freedon, 1959-1961.

    segunda-feira, 30 de outubro de 2017

    Homenagem a Ricardo Simões falecido em 28/10/2017. Entrevista dada ao blog em 2014.





    Quem é Ricardo Simões?
    Ricardo é um cara cuja a única saída é a arte... Um maluco beleza desses por aí... Nasci para isso, e suponho que porque seja uma profissão livre, de inteligência, de pensamento, cerebral mais que tudo.. Um cara com vocação para elevações espirituais, ateu, que passa longe, muito longe, de qualquer domesticidade. Ao meu ver, o artista plástico é um tipo de gente que pode ler desde teoria quântica de Max Born, mesmo sem as equações, até uma teoria estética de Adorno numa boa, em várias línguas, ou uma peça de Bernard Shaw e ainda ter massa encefálica para mais coisas...Se eu pudesse ter feito alguma outra coisa na vida, talvez tivesse feito também.. Mas eu não podia, só tinha isso... Mais tarde eu aprendi que sou ambicioso... Ou seja, uma puta tardia...


    Qual foi sua formação artística?
    Comecei num atelier de desenho em Copa do Paulo Ferraz, fiquei uns meses, mas trago isso de cada. Meu pai foi desenhista e pintor, antes dele meu avô ( que tinha uma modesta coleção de arte, quadros Italianos de luar, de dois ou três séculos e umas pinturas hiper-realista) e junto dele meu tio Fernando S Vieira, que tinha inclusive algumas pinturas moderna, geométricas do Zaluar
    Minha formação principal foi no MAM-RJ, onde estudei por três anos, na maioria dos dias entrando as 8 da manhã e saindo as dez da noite, de modos que estudei com muita gente, Desde o Eneas Valle até a Marcia Hotstein, Eduardo Sued e tantos..
    Mas, quem marcou foram o Walter Marques, o Gianguido Bonfantti, o Zé Maria Dias da Cruz, e depois no Parque Lage, O Charles Watson.. Com o Bonfanti, fiz uns três anos de modelo vivo, depois composição.. Com Zé Maria me comunico bastante até hoje, e aprendi demais com ele o pensamento organizado, conceitual e erudito, especialmente sobre cores e quando estudei rapidamente com o Milton Machado em Londres, não havia lei de física que me surpreendesse.. Charles Watson foi digamos, o glacê fina, o acabamento criativo, a engenharia.. Fiz muitos cursos por aí afora, na realidade nunca parei de estudar e faculdade por exemplo, de web design, eu fiz com 39 anos, e antes 3D Max para cinema que me serve até hoje para os meus projetos e trabalhos.. Estudar renova..


    Que artistas influenciam o seu pensamento?
    Da Vinci, Michelângeo, Van Gogh, Kandinsky, De Kooning, Keith Haring, Jorginho Guinle, Palatinick teoricamente falando...

    Como você descreve sua obra?
    Pela orquestralidade, por exemplo, no caso da pintura...
    As vezes alguém me perguntava, se a arte não voltaria a ser assim ou assado, e eu penso: como pode voltar uma coisa que não foi embora?
    Meu trabalho tem muito de renascentista, tem muito do modernismo, especialmente N. Americano, elementos da má pintura, grafismo, action, e de uma atitude conceitual, que envolve os elementos como um todo, por exemplo, cromaticidade, e materialidade que são mais importantes que a forma geral, pretextual da figura.. Ou seja, tem uma engenharia conceitual muito forte, abstrata, mas o que aparece é a figura.. Na performance a mesma coisa.. Talvez este seja o fio..Tem uma coisa de ‘see through’, que eu transformo na própria coisa que era visto atrás de uma coisa virtual, transparente e por tanto na mesma superfície...
    Depois que eu coloco um elemento, não o modifico mais. Só coloco na pintura qualquer elemento por uma intuição confirmada por uma certeza emocional. As coisas não se tocam, e faz parte da minha visão de mundo. Respeito a individualidade, ao extremo, no todo.
    Não vejo como um trabalho comercial, pelas horas que tomam para se fazerem, meses, trabalhando todos os dias, numa profusão de detalhes.
    Nos vídeos a mesma coisa. As edições que eu tenho feito, não se importam muito com qualquer espécie de fio literário, mas obedecem a um conceito, de timing de passagens de imagens (ritmo). O conteúdo ou assunto, fica tranquilamente em último plano de importância, priorizando as cores, o tempo dos intervalos das imagens. Nem o som falado é importante, e pode ficar sem nenhum nexo ou  descontextualizado.
    Muito conceito de física, de comprimento de onda e físico-fisiológicos em relação aos tempos de leitura..

    Pintura, desenho, vídeo e performance como elas dialogam?
    Na realidade existe um fio que permeia a obra e meu trabalho tem uma poética de romantismo, expressionista, e tudo vai nessa linha.. É de certa forma independente de mim, eu não faço fake, mas costumo descobrir elementos, e aí sim, aplicar essas descobertas e criar uma coerência conceitual entre tudo.
    Por exemplo, minha última apresentação no palco, eu acabei fazendo um vídeo que tinha a ver com pedaços a noite e de dia, então como editei em rough cuts, ficaram pedaços preto e branco, e a partir daí comecei a explorar tanto no vídeo como no cenário, preto e branco... As instalações são mito românticas, falam de amor que é de onde se origina a arte no meu caso... Se você notar as figuras são safadinhas, em poses de gozo, nas pinturas, de quatro...

     Como foi sua experiência como curador?
    Já na escola, no bloco escola do MAM, havia quem me dissesse que eu tinha os dois caminhos: tanto de crítico como de artista.. Deve ser verdade, porque por duas vezes fui assistente de turma, por ter o dom de conhecer e me interessar por teoria... A segunda vez foi na Escola de Artes Visuais do Parque  Lage...
    Ganhei uma experiência enorme. Aprendi a lidar com arquitetos, eletricistas, marceneiros, modificar plantas de galerias, sempre fui extremamente exigente e detalhista.. Se preciso mudava e mudava de novo.. Estudei iluminação, passei a entender no inconsciente como colocar trabalhos por analogia e disanalogia, comecei a conseguir realmente reger uma exposição em todos os detalhes, tanto coletiva como individual.. Me valho também da possibilidade de criar os ambientes em 3D e estudar o espaço.. É estressante, sempre saí doente desses eventos, as vezes tem que trabalhar 16 a 18 horas por  dia e algumas outras nem dormir... Mas consegui colocar 8 artistas em 16m², com uma visão individual de um para outro, grandes formatos, por duas vezes, na Laura Alvim. E fiz algumas de centenas de m² como foi no CREA, onde aprendi também sobre assessoria de imprensa... E não tem essa de intelectual ou não.. Muitas vezes tem que por a mão na massa.. Hoje em dia virou coisa meio ultrapassada a profissão.. Há quem tenha conhecimento quase nenhum, mas conhece meia dúzia de pessoas, arruma espaço para ser ‘curador(a)’ de algum troço o que me parece nojento

    Como você estuda e se atualiza no mundo das artes?
    Eu tenho viajado muito pouco, tenho ficado no eixo apenas, meio que deixei de lado o foco das viagens.. Mas como todo mundo viaja toda hora, me trazem muito material e eu compro muito livro, tipo tem uns anos eu contei, e só de arte eu tinha mais de 400 livros, uns inclusive colecionáveis... Eu tenho facilidade pra pensar então leio muito, passo o dia na Internet lendo, visito tudo que é galeria que me seja possível .. Tem uma coisa também.. Depois que você viaja bastante, passa conhecer intimamente a ‘coisa’ e o caminho por onde elas talvez vão, nada impressiona muito.. As bienais, por exemplo, têm em geral muito bom material, e são importantes... O barato são as idéias depois de ver e estudar, e para isso precisa de tempo para andar por aí fazendo nada... O que é ótimo

    É possível viver de arte no Brasil?
    Tomara viu, que depois desses anos todos de investimento retorne um tanto, porque tem sido bem difícil...
    Se a pessoa corre atrás que nem uma louca, dando aula daqui dali, fazendo projetos para amigos, escreve textos daqui dali, então ajuda, mas cadê o seu próprio trabalho?
    É muito de má contrariedade, porque tem tanta gente com talento e o mundo se vira para um sistema que obriga as pessoas a fazerem o que elas na realidade nem gostam muito, e elas aceitam.. A primeira coisa é que colocam o talento de lado pelo brilho falso da rotina remunerada... Eu dei muita sorte na parceria com a Marina Mirner, uma artista para quem eu trabalho, tem uns quinze anos, e outras parcerias que me ajudam muito..
    Eu vender o meu trabalho foi um trauma, era muito brotinho, o trabalho, na época do prêmio do MAM, tomei ojeriza de ‘mercado’ de arte, tipo quando tiram uma criança da mãe, recém nascida.. Era um processo em desenvolvimento e mágica não é fácil de fazer... Era um marchand incompatível...  Isso passou, demorou mas passou e as vezes vendo uma coisa ou outra, mas como eu disse, um trabalho que precisa de meses fazendo, com tinta importada inclusive, formatos médios para grandes, ou que tem outros investimentos...
    O Pedro Paulo, que me presta serviços como assistente e que é um amigão, me ajuda artisticamente, e em tudo que é coisa ligada a arte, porque ele gosta desse mundo e sem ele do jeito que ele é teria sido muito mais difícil.. Ele se recusa a mexer nos quadros..
    Hoje vou dar aula, particular, agora só particulares, e daí, tiro um pouquinho do pagamento dele,.. Em um mês de aula, quatro aulas, eu tiro tinta importada pra um trabalho.. Quase dois quilos. Faço web design também e rolam uns servicinhos vez por outra

    Como uma performance é remunerada?
    São os produtos da performance.. Fotos, instalações, vídeos, trajes confeccionados por mim, palestras depois... O que é controverso, porque a performance em si, a coisa mesmo só se alguém contratar, mas aí, fora do contexto, será arte? No meu caso não seria possível. Não vejo ainda como vender performance além dos produtos gerados a partir dela


    O que é o Grupola?
    A gente dá o amor que recebe. Isso foi o que me levou a criar o Grupola, ou L A Group.. Eu dava aula na Laura Alvim, mas nunca fui o tipo de pessoa de criar relações verticais com nada, então se entrava para minha turma, é primeiro, porque gostava, quase óbvio, e depois se tinha talento e vocação, o que nem são fatores totalmente determinantes, e comecei a orientação conceitual de arte contemporânea, os trabalhos começaram a ficar bons, e na época do MAM, tinha um sistema de uma major exihibition, parecido com o que fazem nas escolas de arte Londrinas, mas aqui, importantes mesmo. Partindo daí, comecei a procurar espaços, a família da Mariana Carneiro me ajudou no começo e eu deslanchei.. As exposições começaram a ficar cada vez mais sofisticadas e culminou com apresentações muito chiques, festas imensas, com sistema de iluminação próprio, e totalmente multimídia, com dança, djs, até performance de esportes como arte e divulgação forte incluindo estandartes pela zona sul e centro. Fiz até 2010, mas o agravamento da derrocada do setor cultural com as mudanças políticas a partir de 2002 culminaram num bloqueio grave nessa área. Sempre tive patrocínio particular e nunca recorri a lei para essas produções. Embora tenha tentado...

    Qual é sua avalição da arte digital?
    Mais uma mídia, tão boa quanto qualquer outra e que sugere a discussão do Tânatus em arte, como foi com a fotografia a mesma coisa com prints, ou arte para ser printable.. Existem modificações possíveis, como aplicação de infra vermelho na impressora, mas não a fenomenologia de Midas. Pode mesmo ser romântica ou expressionista (de aspecto), até aí como a gravura..
    Quanto aos softers, estes sim. Modificadores, editores e criadores de imagem, mas o que interessa é para o que se prestam e como se prestam, então a teoria de arte como matéria em si. Efeitos e coisas que o ‘softer faz’ descontextualizados da proposta não querem dizer absolutamente nada. Eu em particular masterizo toda a suite Corel, parte da Suite Adobe, incluindo o Premiere Pro, além de Flash e 3D Max...Vídeo é uma das minhas ambições. A minha última performance pode virar curta. Em conversação..

    Quais são seus planos para o futuro?
    O que eu quero agora é arrumar um galpão bem grande e fazer uma senhora de uma festa enorme e muito louca para expor o meu trabalho, com tudo o que eu venho aprendendo, que mostre bem como eu vejo o trabalho, e daí curado montado e iluminado sob a minha égide... Um début de como eu me vejo.. Esse é o sonho
    Eu estou trabalhando simultaneamente em dois projetos de instalações e um objeto mecânico-romântico.

    "Fé me parece uma coisa com conotação pejorativa de despreparo, de necessidade de um milagre.. Quando eu me impressiono comigo mesmo por uma solução alcançada, eu me digo, quase um milagre, mas sabendo que veio do conhecimento, estudo, persistência, serenidade..."



    Salvem as Baleias. 1,60x1,30 m. Acrílico sobre tela pigmentada.




    Fase geométrica. Anos 90, século passado.




    Projeto digital para pintura de Marina Mirner, depois transformado em têmpera sobre tela.



    Desenho. Tinta China sobre papel de algodão. Anos 90.



    Alúcinon Xq leguei Q Lixê. 1,94x1,30 m. Acrílico metálico sobre lona pigmentada.



    Orientação conceitual, curadoria, montagem, iluminação, assessoria e concepção gráfica. Espaço CEDIM.







    Pink Schock. Pig Show _ Chegada à galeria. Performance. Dança e equilíbrio com a bandeja, de onde são oferecidas, às mulheres, tres tipos de imagens imaginativas, a escolha, segundo à pergunta: Hypperrealista, Análoga ou Abstrata. O pacote hiper-realista contém uma calcinha, tudo muito bem protegido e higiênico e dentro dele uns moluscos frescos cozidos. A Análoga contém doce de mamão e a Abstrata uma cruz de chocolate.





    Perfódeo. Vídeo Instalação. Em enorme caixa eu recebo as pessoas e, elas escolhem uma cor para luz da filmagem, assim eu consigo esse resultado. As mãos de Marion Winograd. Ficou bastante abstrato

    domingo, 29 de outubro de 2017

    Imagem Semanal: Cegueira


    Pieter Bruegel the Elder (1525-1569) The Blind Leading the Blind, 1568. Museo Capodimonte, Nápoles.


    El Greco (Domenikos Theotokopoulos) (1540/41–1614) Christ Healing the Blind, 1570. The Metropolitan Museum of Art, Nova York.

    Gioacchino Assereto (1600-1649) Tobias Healing the Blindness of His Father, s.d. Musée de Beaux-Arts, Marseille.

    Diego Velázquez (1599-1660) Blind woman, 1650. National Museum, Poznań 


     Nicolas Poussin (1594–1665) Blind Orion Searching for the Rising Sun, 1658. The Metropolitan Museum of Art, Nova York.

    Arthur von Ferraris (1856-1936)  The Blind Man , 1892. Coleção particular.


    Autor desconhecido. Blind Man and His Reader, 1850.  The Metropolitan Museum of Art, Nova York.

    Josephus Laurentius Dyckmans (1811 – 1888) The Blind Beggar, 1852. Museum of Fine Arts, Bruxelas.


    Sir John Everett Millais (1829 – 1896) The Blind Girl, 1856. Birmingham Museum.


    Randolph Rogers (1825–1892) Nydia, the Blind Flower Girl of Pompeii, 1853-1854. The Metropolitan Museum of Art, Nova York.

    James Clark (1853-1943) Blind Mary, 1881.


    Ralph Hedley (1851-1913) Blind Beggar, 1897. Laing Art Gallery.



    George Frederic Watts (1817-1904) Hope, 1886. Tate Gallery, Londres.



    Julho Rissanen (1873-1950)  The Blind Old Woman,1899. 


    Felice Castegnaro () The Blind Singer, 1900.



    John Robertson Reid (1851-1926) The Blind Fiddler, s.d. 

    Paul Strand (1890–1976) Blind Woman, New York, 1916. The Metropolitan Museum of Art, Nova York.


    Pablo Picasso (1881–1973) The Blind Man's Meal, 1903.  The Metropolitan Museum of Art, Nova York.


    Pablo Picasso (1881–1973) La Célestine (La Femme à la taie), 1904. Musée National Picasso, Paris.


    John Singer Sargent () Gassed, 1907. Imperial War Museum, Londres.



    Jacob Lawrence (1917–2000) Blind Beggars, 1938. The Metropolitan Museum of Art, Nova York.


    Norman Seeff (1939-1988) Ray Charles, 1985.


    sábado, 28 de outubro de 2017

    Edital de Exposição Individual da Galeria de Arte Ibeu,

    Últimas semanas para inscrições no Edital de Exposição Individual da Galeria de Arte Ibeu, para o período de março de 2018 a março de 2019.
    Acesse o Edital + Ficha de Inscrição + Planta baixa da Galeria através dos seguintes links:

    As inscrições serão realizadas unicamente por email. Envie seu projeto para: editalgaleriaibeu2018@gmail.com

    Maurizio Cattelan

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