terça-feira, 9 de julho de 2013

Conversando sobre Arte entrevistado Rafael Vicente




Conversando Sobre Artes

Entrevistas com Marcio Fonseca

MARCIO FONSECA ENTREVISTA RAFAEL V ICENTE

Foto Ricardo Nunes

Quem é Rafael Vicente?

Bom, primeiro gostaria de dizer que recebi o convite com muito prazer e com muita honra. E devo confessar que toda entrevista tem certo valor e não sei se a minha tem um valor de tal relevância... Por outro lado, eu sou artista e faço parte de uma minoria que escolhe este oficio e acho muito interessante abrir espaço para que possam saber o que pensam os artistas e quem são.
E importante mostrar que ninguém está com a fórmula... e são muitos os caminhos.

 

Então vamos lá...

Quem é Rafael Vicente?


          Sou eu. Um sonhador. Louco pela minha família. Um entusiasmado. Gosto de pensamentos como por exemplo:
“Tudo é loucura ou sonho no começo. Nada do que o homem fez no mundo teve início de outra maneira, mas já tantos sonhos se realizaram que não temos o direito de duvidar de nenhum”.
Monteiro Lobato

Nasci em Niterói em março de 1976. Meus pais professores. Sou um privilegiado por ter tido pais que não pouparam esforços para que eu estudasse em uma federal. Meus irmãos seguiram área da saúde. Nunca morei em outro lugar literalmente – Niterói . Toda minha infância passei pelos mesmos corredores que passo ate hoje. Foi morando num único prédio que tive a primeira namorada, casei e nasceu Pedro (9 anos). Eu e Ana Claudia optamos por morar no mesmo local em face de doença do meu pai (falecido recentemente).

No mundo de incertezas onde nada é para sempre devo dizer que fiz um TOUR escolar... Percorri muitos colégios Gay Loussac, Aldeia Curumim, Salesianos, Tamandaré, Riachuelo, Cecilia Meireles, Liceu Nilo Peçanha e Acadêmico... Ate chegar ao Curso de pintura da Escola de Belas Artes da UFRJ em 1994.

Sou bacharel em Pintura - EBA, e foi na Escola de Belas Artes que aprendi que não somos nada além de um insignificante ser nessa imensidão... chamada de universo.  

 Como a Arte entrou em sua vida?

Desde que me entendo por gente convivo com arte. É difícil você perceber exatamente em que momento as coisas são decididas suas vidas. Mas, no meu caso, creio que tem haver com minha própria família.

Na minha casa tudo era criado e feito pela minha mãe. Cresci a vendo manusear diversos tipos materiais. Ela possui talento incrível de transformar coisas. E cresci ali ajudando na confecção de bichinhos, bonecas, enfeites... fantasias... Nos anos 90, a moda das festas de 15 anos eram lembrancinhas de bonecas de porcelana. E eu era fera em fazer os olhos com traços finos. Fazíamos centenas por semana. Minha mãe sempre foi muito habilidosa. Mas, não só isso. Meu irmão tocava piano. Meu pai colecionava vinil, selos e moedas... Chico, Tom, Vinícius... sempre tocava. À noite canto gregoriano era incrível!

Mas, alguma coisa mudou no dia em que eu, já mais jovem, comecei a fuxicar as coisas de casa. Ate que um dia achei um caderno da minha mãe com muitos desenhos feitos a carvão... e muitas folhas escritas com letras miúdas.

 Eram poesias e textos lindos! Aquilo me deixou encucado. Tinha um “tal de”

F. Pessoa que mandava muitas cartas para ela. E depois outro... “tal de” G.Rosa... eu não entendia nada ,mas fiquei intrigado com aquilo. Tinha algo ali que era esquisito...

E foi ai que ela me explicou quem eram... e me mostrou mais desenhos ...e finalmente pude perceber que havia um mundo diferente . Feitos por pessoas incríveis. E esse tipo de surpresa me despertou algo muito forte. E bem mais tarde pude entender a importância destes artistas.

E com isso o desenho se torou cada vez mais presente... com meus 15. 16  já fazia modelo vivo e pintava ao ar livre com um artista amigo de meu pai ,Parago .

Passei a frequentar ateliers e participar de salões

Ate que entrei para os Novíssimos do IBEU. 2003. Minha historia com os Novíssimos ficou famosa.

Pois, sou tão teimoso, ou melhor, acredito tanto que por cinco vezes eu tentei IBEU. Cinco anos seguidos. As funcionárias ate já me conheciam.

Foi ai que resolvi inscrever os trabalhos que mais gostava e entrei não só entrei como fui o primeiro a ganhar o Premio Novíssimos. Não havia premiação antes. 

Entrar já era algo importante para a carreira, ser escolhido como destaque foi formidável. E com premio fui agraciado com uma data para expor- individual com catálogo e tudo mais. Bom, me dediquei a esta exposição. Meses trabalhados só para  o IBEU. Por fim, minha exposição foi escolhida como melhor exposição do ano e com premio de viagem. Virei artista!

E cada vez mais eu pesquisava e estudava pintura. Fui assistente de atelier. Por uma maluquice ou por influência decidi que nada na minha vida me deixaria longe da arte. Foi quando surgiram os desdobramentos aulas, cenários, consultorias, exposições, projetos... Gestão cultural...

E devo dizer que sou muito feliz, pois lido diariamente com uma das melhores coisas que ser humano pode produzir: a produção artística.

Aos 34 anos fui Subsecretario de Cultura de Niterói. Diretor do Centro Cultural Paschoal Carlos Magno, também Diretor do Solar do Jambeiro e Diretor do MAC e ainda autor de projetos “Agente Mirim Contra a Dengue”, “Prêmio Nobrega Gourmet”, “Caminho dos Museus.”. Eleito em ata de congregação da UFRJ como o melhor professor da escola de Belas Artes dos últimos 20 anos no curso de pintura,

Mas, que importância isso tem? O vale é o que faço e não que digo que sou. Meu nome. Ele é meu único patrimônio

E essa profissão ou este oficio me mostrou um amor que eu desconhecia dentro de mim. A pintura me fez ver coisas que me parecia tão claro, mas que não era visível para todos.

E a frequente perspectiva de não saber o que vai acontecer me faz cada vez mais olhar o mundo de forma mais cuidadosa.

 Como viver e sobreviver largando o seguro pelo inseguro. O exato pelo abstrato e irreal. A garantia de um salario pela dificuldade é acreditar como a arte é transformadora.

Acredito também que não escolhemos a arte é ela quem nos escolhe. Ter sensibilidade de apreciar algo é mudar a perspectiva de vida... as dividas, os problemas mudam... a arte me faz ver que existe algo superior ...

.Onde eu estaria se tivesse escolhido outra coisa senão esta que amo... estaria infeliz uma repartição... escritório... estou no caminho que a natureza me reservou...

 

Como foi sua formação artística?

Formação artística acha que ainda esta em processo. Como disse antes, minha relação com a pintura vem de muito cedo. Quando fiz minha primeira individual (1994 Centro Cultural Pascoal Carlos Magno) eu estava no primeiro semestre da Faculdade.

Mas, sou o que sou por que pude conhecer a EBA. Pela querida Escola de Belas Artes – amando pintores, percorrendo exposições, dissecando a historia da arte – e assim encontrando técnicas, estilos, criatividade, nuance e flexibilidades.

A pintura, neste período de 20 anos (20 anos dão rasteira em meu calendário, mas também me abraça com novos horizontes!), tem sido vital.

EBA por mais defeitos que ela possa ter a sua mensagem, suas historias, em tantos anos, não têm deixado ninguém órfão de inspiração.

Ter feito o curso da Iole de Freitas no Parque Lage foi muito importante. O contato com as aulas de teoria de Fabiana de Moraes e Suzi Coralli marcam o amadurecimento plástico.

Mais recente as palestras do Agnaldo Farias me injetaram mais significado a minha produção junto com as viagens internacionais, ver museus, galerias, artistas...

Atualmente devo muito ao Google, Youtube, Gmail e Face book! 

 

Como você descreve sua obra e que meios utiliza para construí-la?

Eu pesquiso pintura e seus desdobramentos desde o inicio. Eu pinto paisagens e recortes de lugares por onde passo.

Tudo vira um motivo para pintar. Seja um prédio em construção ou a sombra projetada de um poste. Eu faço o que vejo e das minhas percepções do mundo vou experimentando.

Eu produzo muito. Minha rotina de atelier é diária. Horas! muitas horas. Eu desenho muito, coleciono imagens diversas... Junto muitas coisas que a princípio não servem de nada, mas ao longo do tempo vai se acumulado ideias, com fotos, registros...  Vou reconfigurando cenas.  Sinto-me em construção frequentemente e isso que uso na pintura.

Existe uma pessoa que descreve o meu trabalho de forma muito especial. É a Fabiana de Moraes que além de amiga é curadora independente e ensina Arte Brasileira e Mercado de Arte, Ecole des métiers de la culture, em Paris. Doutora em Comunicação e Cultura (ECO/UFRJ), mestre em Estética e Ciências da Arte (Université Paris I Panthéon-Sorbonne) Foi gerente de produção da primeira edição do Prêmio Marcantonio Vilaça (Funarte, MinC, 2006) e curadora do seminário "Marginais-Herois - 50 Anos do Manifesto Neoconcreto" (CCBB, 2009), além de desenvolver projetos de acompanhamento crítico com jovens artistas.

 

Rafael Vicente – Da janela à estética da vertigem”

“Da janela do oitavo andar de um edifício, o olhar do artista avista e projeta-se na arquitetura, em sua composição, nos contrastes que as formas rígidas, limpas e imponentes de construções, que interferem e interagem com a silhueta aleatória, e não menos imponente, da natureza.

A paisagem é, aqui, elemento central de uma poética de análise e de síntese, mas ela é, fundamentalmente, pretexto para a uma extensa e profunda investigação acerca do imaginário urbano e de seus elementos: matérias/materiais, técnicas, tempo/velocidade, interações homem/espaço. Rafael Vicente desmembra o processo de proliferação não/mal planejada de edifícios na cidade, que se opõe e anula toda manifestação natural.

Aspectos subjetivos, relativos à vida no ambiente urbano, emergem: solidão, insegurança, risco, temor, mas também liberdade, euforia, agitação.

A fotografia serve de base para um estudo que visa a integrar aspectos da paisagem observada à pintura. Mas não se trata, aqui, do espaço pictórico pintura como janela – no sentido de abertura, de representação, de trompe l’oeil. A relação exterior/interior é revista pela poética que, por sua vez, é paralela ao gesto mimético. E essa mesma relação exterior/interior nos propõe um exercício do olhar: o que seria desmembrar a paisagem, a partir de ampliações sucessivas, para chegar à estrutura de sua trama – trama da pintura e, metaforicamente, trama da própria linguagem, mas introduzindo a sensação de vertigem, de queda, por meio de pontos de vista múltiplos? O exercício de síntese composicional é um jogo acerca dos limites da representação, onde a pintura é autorreferente, apontando para seus componentes mais elementares, mas em que, estranhamente, o olhar do observador é desviado por inúmeros pontos inseridos no plano pictórico. Do olhar ao corpo, a sensação é de um movimento potente, veloz, aglutinado por estruturas, plataformas, armações, malhas, tramas arquitetônicas. Não se avista horizonte, mas profundidades obstruídas pela multiplicação de elementos. Por vezes, feixes de luz penetram por uma diagonal traçada ao longe. E aqui falamos de paisagem.

Podemos conceber o espaço proposto por Rafael Vicente como aquilo que resta de uma explosão do espaço urbano. Um exemplo, a Paisagem do Rio vista de Niterói, em que contornos dos morros cariocas subsistem numa profundeza que se abre após a explosão de um primeiro plano. A natureza pode resistir e respirar num segundo plano, habitando o mesmo espaço pictórico em que subsistem estilhaços e peças flutuantes.

Inúmeros focos de perspectiva podem ser inseridos no plano como estrelas, de onde partem linhas de todo tipo: retas, horizontais, verticais e diagonais, tornando possível a multiplicação de peças no interior de peças. As cores acentuam ou atenuam as mudanças de temperatura, como elementos de composição. Assim, são inseridas como escalas cromáticas ou fazendo alusão às barras de cores de um aparelho de televisão.

O rigor geométrico e o espaço fechado, por vezes, nos transportam para um entre-dois – limite que separa (e une!) o que convencionalmente denominamos “representação” e a linguagem abstrata.

A pintura moderna se autoproclamava linguagem à parte, assim como deveria acontecer com as demais linguagens artísticas. O que experimentamos com o trabalho de R. Vicente é a reunião de traços de muitas dessas linguagens, outrora subdivididas e autônomas, num mesmo plano. Pois o plano pictórico nos eleva à dimensão material do objeto, à trama construída e planejada da arquitetura e ao ritmo frenético, quase musical, introduzido pelos caminhos (múltiplos) experimentados.

Uma perspectiva particular é a grande responsável pelos câmbios e movimentos de linhas e cores, sobreposições e paralelismos. A lei do espaço proposta por R. Vicente nos orienta – seja por corredores em que somos sugados e entramos no plano pictórico seguindo o fluxo de elementos da composição, seja por queda ou sobrevoo – em situações nas quais nos deparamos com uma infinidade de pontos de profundidade. Poderíamos, então, pensar numa perspectiva da vertigem, um convite ao sobrevoo, em que o olhar entra na pintura e perde o chão. Mergulhamos, caímos, ou simplesmente planamos. Pairamos diante de um infinito, partimos ao encontro de pranchas, plataformas, em que as cores ativam o dinamismo das composições de linhas e planos – construções em vertigem. Por vezes, uma amostra de azul evoca a presença da natureza, mas o que prevalece é uma estranha e atraente sensação de virtualidade.

À vertigem atrela-se a velocidade. Velocidade do olhar, num dinamismo criado pelas linhas que constroem a profundidade; e velocidade do corpo, que plaina e que, de repente, se encontra em queda. “Mas, aqui, não se trata de uma queda num “sem fundo”, mas em direção a uma estrutura, uma arquitetura que remete à trama de toda e qualquer linguagem: aberta, infinita e inacabada.”.

 

Que artistas influenciam seu pensamento?

Antoni Tàpies; Carson; Cildo Meireles; Corinne Wasmuht; Cy Twombly; Fernando Pessoa. Francis Bacon; Franz Ackermann ; Goeldi; Helio Oiticica; Jean-Michel Basquiat; Justin Mortimer; Lucian Freud; Martin Kippenberger; Agaldo Farias; Castagneto; Eric Fischl; Eva-Maria Wilde ;Fabiana de Moraes; Frank Nitsche; Georg Baselitz; Gerhard Richter; Jenny Saville; Jonas Burgert; Jonathan Meese; Oscar Niemeyer; Os Gêmeos; Parreiras; Richard Diebenkorn; Sarah Mckenzie; Sorolla; Stephan Jung; Suzi Coralli; Ulf Puder; Victor Timofeev.

 

O que é ser um pintor no século XXI?

É estar numa situação de risco e aprender a lidar com as transformações.

É dar a ver o que ninguém vê.

É ser fruto da alquimia de tantos ingredientes da sensibilidade humana – e ter que entender a importância da arte para expandir o pensamento.

 É enganar as tristezas, fazer despencar as máscaras humanas, tornar notícia aquilo que sempre será a manchete humana - o sentimento –imaginação.

É confundir arte com vida.

É mostrar que importante não é só ter uma garantia de um salario.

É ser um agente colaborador para esse mundo que se altera diariamente. Porque como diz o Professor Agnaldo Farias: “o mundo se reconstrói à medida que as formas organizadas são modificadas”.

É mostrar que arte é exceção, bem diferente de cultura que é norma.

É mostrar que o impossível é uma opinião e não é um fato.

É provar que não viemos a este mundo para pendurar um paletó na cadeira de um escritório e não fazer nada.

É lembrar que estamos aqui para alguma coisa. Que não viemos a este planeta para viver em tristezas constantes e alegrias efêmeras.

É...

Bom, eu estou aqui para fazer, ou melhor, deixar algo.

Óleo ou acrílica?

Sem duvida óleo. Somente óleo.

Acrílica é ótima como fundo de preparo (base).

 

Além do estudo de arte, que outras influências entram em sua obra?

A construção e desconstrução de espaços... Existentes ou não me faz visitar muitos segmentos.

 Então acabam que a são muitas as influencias. A velocidade me interessa. O tempo. Esse acelerado meio de troca de informação. O mundo da internet.

 Do mesmo modo que a arquitetura que é um dos pilares da minha pintura... Antropologia... Psicologia... Educação e Politica...e por aí vai

 

É possível viver de Arte no Brasil?

Sim!

Mas, viver  exclusivamente da pintura é mais complexo. Que é o meu caso.

Acho que tudo depende de quanto você se dedica. Esse discurso de que só da para viver de arte no exterior é uma grande besteira.

Nada é fácil. Pintar exige esforço como qualquer outra profissão. Tem que correr atrás e batalhar.

É preciso estar focado. Ser paciente. Produzir muito. E questionar se é esse o seu caminho. Vejo muitos que querem viver de arte, mas não tem tanta certeza. Procurar um concurso para depois se dedicar... ai complica.   Acho que consegue aquele que faz. Quem só pensa ou só fala... está lascado.
Qual sua avaliação sobre o mercado de arte no Rio de Janeiro?
           O panorama do mercado de artes plásticas tem sido favorável. Vejo notícias de investidores querendo de abrir espaços no Brasil. O momento é bom.

Temos como exemplo as feiras ArtRio, Artigo. Hebraica. Mercado existe. E colecionar arte deixou de ser algo impossível.

O problema está naquilo que tem sido negociado. Muita coisa questionável.

 

O que é necessário para um artista ser representado por uma galeria?

Dedicação. Estar produzindo.

Ser visto. Estar focado. Ter um compromisso com a produção. Fazer serio e continuo. Estar no meio. Conhecer pessoas e artistas.

 Acreditar.

Saber quem são os galeristas. Conhecer as galerias. Frequentar exposições .

Tem que estar próximo. Bem próximo.

Eu sou representado pelo Orlado Lemos - Orlado Lemos Galeria de arte contemporânea – BH e estou muito feliz. Ele valoriza o artista. A galeria é espetacular. Tenho muito respeito e admiração por ele.

 Você participou da SP-Arte, que considerações poderia fazer sobre as Feiras de Arte?

 

Estar ao lado da Gagosian, Pace, David Zwirner e Hauser & Wirth e White Club é excepcional.  Esta foi à nona edição da feira e que se torou uma das mais importantes do mundo.

Eu acho genial essa possibilidade real de comercializar obras com galeristas internacionais.

É animador ver galerias de diversos lugares interessados na produção artística brasileira.  Essa aproximação das galerias e galeristas são muito boas.

A real que é que existe espaço para todo tipo de pesquisa.

 

Quais são seus planos futuros?

Pintar e pintar.

Estar nas melhores galerias.
Quero consolidar minha carreira e criar meu filho... Netos


 
 




 
 
 
 

























 
 





IBEU, 2004.

Um comentário:

suzi coralli disse...

Rafael Vicente! Honestidade e Talento! Sua Pintura Amadureceu, seus trabalhos são realmente Magníficos! Considero você um Dos Grande Pintores da Arte Contemporânea! Parabéns!!!

Maurizio Cattelan

Maurizio Cattelan
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