quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Julie Mehrettu



Julie Meherettu (1970-) Nasceu em Addis Abebe, Etiópia. Estudou na University Cheikh Anta Diop, Dacar. Mestrado pela Rhode Island School of Design, Providence. Residência artísitica no CORE Program, Glassel School of Art e no Studio Museum in Harlen. Seus desenhos e suas pinturas abarca a história da arte não objetiva do Construtismo até o Futurismo. Ela coloca questões sobre a relação entre impulsos atópicos e abstração.

Recebeu os prêmios: Berlin Prize (2007), from the American Academy in Berlin; a John D. and Catherine T. MacArthur Foundation Award (2005); and the American Art Award from the Whitney Museum of American Art, New York.
Participou das Bienais de Sidney, São Paulo, Whitney, Istambul e Documenta de Kassel. Vive e trabalha em Berlim.



Stadia I, 2004.

Stadia II, 2004. Khan Academy.


Empirical Construction, 2004.


Entropia (review), 2004.



Black Ground (deep light), 2006.


Black City, 2007. Foto: Stephen White.


Mumbo Jumbo, 2008. Foto: Tym Thaier.


Kabul, 2013. Foto: Ben Westoby.



Epigraph, Damascus, 2016

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Takashi Murakami





Takashi Murakami (1962-) Nasceu em Tóquio. Graduou-se em Pintura Japonesa na Faculty of Fine Arts, National University of Faculty of Art and Music, Tóquio. Mestrado e Doutorado na Graduate School of Faculty of Fine Arts and Music, Tóquio. Vive e trabalha em Asaka, Saitana e Brooklin. É o maior nome da arte contemporânea japonesa. Seu modelo foi Andy Wahrol e sua arte remete a Pop Arte. Desenhos e pinturas lembrando quadrinhos de mangá, objetos, instalações, esculturas e enormes balões infláveis. Além de obras de arte o artista montou três enormes fábricas, onde além de produzir seus trabalhos fabrica inúmeros produtos tais como camisas, guardanapos, canetas etc. Murakami não tem casa, ele mora em pequeno cômodos nos seus três ateliês. Solteiro, disse: " Eu abri mão de minha vida para fazer minha arte". Ele atua como curador e todos os artistas que trabalharam nas pinturas realizadas tem seus nomes registrados no verso do quadro. As pinceladas não são percebidas nas pinturas e elas são chamadas de super flat. Sua empresa é a Takashi Murakami/Kaikai Kiki Co. Ltda. Suas obras estão nos principais museus do mundo e atingem preços de milhões de dólares. Participou da Bienal de Liverpool. É representado pela Gagosian Gallery. Vive e trabalha entre Tóquio e Nova York.



Tan Tan Bo: Eternity, 2016. Albright-Knox Art Gallery.


Invoking the Vitality of a Universe Beyond Imagination, 2014.


Fluctuations in Space-Time, 2014.


Self-Portrait of the Manifold Worries of a Manifoldly Distressed Artist, 2012


 Who's Affraid Red, Yellow, Blue and Death, 2010. Gagosian Gallery.


Camouflage Moss Green, 2009.


BOKAN - Camouflage Pink, 2009.


Lots, Lots of Kaikai and Kiki, 2009



Flower Ball (3D) Kindergarten, 2008.



Guru, Guru. 2008. Coleção particular.


Kaikai Kiki, 2003.


Flower Montango, 2001-2002. Coleção particular.


 Homage to Francis Bacon (Study of Isabel Rawsthorne), 2002


Dob in Strange Forest, red dob, 1999. Coleção particular.


Second Mission Project K02, 1999. Mariane Boesy Gallery, Nova York. Foto Kazuo Fukunaza.


Oval Buddha, 1997. Alumínio e aço coberto por folhas de platina.



 Exposição em Versailles, Sala dos Espelhos.


Produtos Comerciais.

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Luciana Brito Galeria - Arco Madrid


ARCO Madrid  21 - 25 feb 2018
IFEMA Madrid | booth 9A07
Héctor Zamora, "Ordem e Progresso", 2017
HÉCTOR ZAMORA | LILIANA PORTER | PABLO LOBATO

A Terra e os Devaneios da Vontade - Patrícia Chaves. Curadoria e texto de André Sheik.



RELEASE
O Centro Cultural Municipal Laurinda Santos Lobo inaugura no dia 24 de Fevereiro a exposição “A terra e os devaneios da vontade” com obras inéditas de Patrícia Chaves e curadoria de André Sheik. Esta individual é composta por pinturas que resultam das explorações estéticas da imagem da infância feitas pela artista. Fortemente influenciada pela obra de Bachelard ela desenvolve uma poética que se dá no duplo da imaginação e materialidade. No arranjo desta exposição há a intenção de implicitar movimento em sua espacialidade - apoiadas num chão terroso as plantas e as crianças tateiam explorando limites - as séries se abrem e se fecham.
Sheik comenta que os jardins retratados pela artista talvez sejam tanto das delícias terrenas quanto dos desgostos, entre paraíso e inferno. Quanto à técnica dos trabalhos, ele ressalta o fato de que neles “o desenho, usualmente associado ao esboço, se torna pintura. Os traços em carvão ora são feitos antes da entrada da tinta, ora foram desenhados por cima dela”. Essa ação faz o curador relembrar das palavras do pintor Cézanne “A linha e o modelado não existem em absoluto. Não há diferença entre desenho e cor, uma vez que, na natureza, tudo está colorido”. A exposição ficará aberta ao público até o dia 25 de março.
SOBRE A ARTISTA
Patrícia Chaves nasceu em Niterói, RJ no ano de 1992, atualmente vive e trabalha na cidade do Rio de Janeiro. É graduada em pintura na Escola de Belas Artes da UFRJ. Participou de diversos cursos, como aluna e também monitora, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage.
Em 2017 realizou a exposição individual “Transbordamentos da Infância” no Centro de Artes Calouste Gulbenkian com curadoria de Gabriela Dottori e Julio Ferreira Sekiguch. No mesmo ano participou da coletiva “Cabra-Cega” na Galeria Modernistas. Em 2016 realizou a individual “Cotidiano Escondido” e fez parte da coletiva “Nós Coloridos”. Sua primeira exposição aconteceu em 2012.
SOBRE O CURADOR
Andre Sheik nasceu no Rio de Janeiro em 1966, é músico, artista visual, crítico e curador.
SERVIÇO

Exposição individual: A terra e os devaneios da vontade

Artista: Patrícia Chaves
Curadoria: André Sheik
Abertura: 24 de fevereiro, sábado, das 18h às 22h
Período expositivo: 25 de fevereiro até 25 de março de 2018, de terça à sexta das 10h às 19h e aos sábados e domingos das 12h às 20h


Local: Centro Cultural Municipal Laurinda Santos Lobo

Endereço: Rua Monte Alegre, 306 - Santa Teresa, Rio de Janeiro - RJ, 20240- 193
Telefone: (21) 2215-0618

Apoio: EIXO Arte.
Visitação gratuita


A infância costuma ser idealizada pelos adultos, que têm suas próprias memórias construídas. Não é incomum escutar que “é preciso proteger as crianças; as crianças são puras e boas…” Há teorias psicanalíticas que defendem que a sexualidade infantil é um fato, mesmo que distinta daquela dos adultos. Sem mencionar aquilo que outrora já foi classificado como perversidade. O assunto das pinturas de Patrícia Chaves é a infância, não uma qualquer, e sim aquela construída nas memórias dela. Diversas ações das personagens retratadas passam-se em meio a um ambiente que remete a quintal. “Mesmo possuindo níveis de vinculação a memórias, as pinturas são idealizadas de formas diversas das que partem de experiências vivenciadas ou imaginadas; elas possuem a intenção de captar e expor algo que problematize a ingenuidade atrelada à infância. Neste sentido, todas são feitas „de memória‟, sem o uso de referência fotográfica como recurso técnico”, diz a artista. Em alguns dos quadros, vemos plantas que fazem e fizeram parte dos lugares habitados por Patrícia. Nelas, as crianças “brincam” em meio ao verde, e em contato com a terra. “[...] temos realmente a impressão de que o sonhador que modela segue melhor os interesses do devaneio íntimo do que o sonhador que contempla” (Gaston Bachelard). Os jardins por ela retratados talvez sejam tanto das delícias terrenas quanto dos desgostos, entre paraíso e inferno. Para determinar – ainda que seja possível dizer que podemos ver insinuações de cunho sexual – seria preciso fazer um julgamento moral, do qual, aqui, eu me abstenho. De um modo geral, os saxônicos costumam ser empiristas, partem direto para o embate da matéria, metendo a mão na massa; enquanto os brasileiros – europeus do Sul – tendem a ser racionalistas. Patrícia faz parte do primeiro grupo, sua pintura se dá na tela: mesmo que ela saiba o que vai pintar, não sabe, de antemão, como. Assim, o desenho, usualmente associado ao esboço, se torna pintura. Os traços em carvão ora são feitos antes da entrada da tinta, ora foram desenhados por cima dela. Para Cézanne, o desenho puro é uma abstração: “A linha e o modelado não existem em absoluto. Não há diferença entre desenho e cor, uma vez que, na natureza, tudo está colorido.” Muitos dos pigmentos das tintas, originariamente, são minerais, com cores da terra. Em grande parte dos trabalhos desta exposição, as cores avermelhadas contrastam com as esverdeadas e se realçam simultaneamente. Cézanne dizia também que pintar é contrastar. Contudo, a argamassa da pintura de Patrícia é a memória. “Expressando-nos filosoficamente desde já, poderíamos distinguir duas imaginações: uma imaginação que dá vida à causa formal e uma imaginação que dá vida à causa material; ou, mais brevemente, a imaginação formal e a imaginação material” (Gaston Bachelard). Não é o caso de entrar aqui na histórica comparação que confronta artes visuais com artes intelectuais, ou naquela que opôs a linha à cor na história da arte a partir do Renascimento. Cézanne diz que, à medida que pintamos, desenhamos, quanto mais a cor se harmoniza, mais a forma se precisa. Na contemporaneidade, pintar é desenhar e desenhar é pintar. O que importa é o acontecimento pictórico. “A linguagem poética, quando traduz imagens materiais, é um verdadeiro encantamento de energia” (Gaston Bachelard). Nas pinturas de Patrícia, há uma superficialidade com pouca perspectiva, seja geométrica ou atmosférica. São momentos de aparecimento/surgimento de imagens, que vão do esboço do desenho ao pictórico, e vice-versa. Deixar o quadro indeterminado é um procedimento cezanneano. A despeito da aparência de inacabadas de algumas telas, existe bastante elaboração. São gestos e pinceladas libidinais. A pintura não é o quadro, é a vida. As imagens pictóricas de Patrícia Chaves se expandem, indagam a respeito de suas presenças no mundo, questionam o mundo. O ar de incompletude não chega a determinar se os quadros afirmam ou questionam. A feitura costuma ser rápida, todavia isso não determina se devemos dedicar um tempo longo ou curto a eles. São quadros para olhar ou para escutar? “[…] vontade que sonha e que, ao sonhar, dá um futuro à ação” (Gaston Bachelard)
 André Sheik, fevereiro 2018.

Mural detalhe.


Mural detalhe.

Adriano Costa @ Kölnischer Kunstverein _ Mendes Wood




Adriano Costa

wetANDsomeOLDstuffVANDALIZEDbyTHEartist



Kölnischer Kunstverein
Cologne, Germany
February 17th – March 25th, 2018

São Paulo
Brussels
New York

facebook.com/mendeswooddm
@mendeswooddm






Adriano Costa
wetANDsomeOLDstuffVANDALIZEDbyTHEartist

Kölnischer Kunstverein
Cologne, Germany
February 17th – March 25th, 2018
São Paulo
Brussels
New York

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Marcio Zardo - Galeria do Poste



A-Tensão Galeria Mercedes Viegas


A - Tensão                                                                                                                                                                                                               release
A galeria Mercedes Viegas abre no próximo dia 22 de fevereiro, 5a feira, às 19h, a exposição A - Tensão, que ficará em cartaz até o dia 22 de março. A mostra reúne esculturas de onze artistas contemporâneos, sendo que nove de uma geração com longa estrada percorrida: Angelo Venosa, Carlos Bevilcqua, Frida Baranek, Ivens Machado, José Damasceno, José Resende, Julio Villani, Luiz Monken e Tunga. E na geração mais nova, duas jovens talentosas artistas, Cristina Lapo e Daniela Antonelli. 
A característica mais evidente entre as esculturas selecionadas é a tensão visível na maioria das obras. À exemplo do Tacape do Tunga, cujos imãs e limalhas de ferro, se contrapõem à estrutura de ferro que fica apoiada na parede. A peça Gota, da série pendente, de Daniela Antonelli, a mais delicada da mostra, se constitui de materiais como osso, couro e sementes que pendem do teto por um fio de linha. Também na obra Pontos Pretos, de Luiz Monken, são os fios metálicos que sustentam e unem os círculos de azulejos pretos presos à parede. A originalidade na forma elegante da escultura de Ivens Machado, também presa à parede, chama atenção pela simplicidade de seus materiais rústicos, cimento, pedra e tela de arame. A tensão está também presente nos Funis de aço galvanizado de Julio Villani, unidos um contra o outro, pendurados por um fio nylon. Na obra de Frida Baranek, três discos de acrílico sustentam-se em vários fios de aço inox, na tensão provocada pelo peso dos discos coloridos, que Iluminam o trabalho. Cristina Lapo, jovem artista portuguesa residente no Rio, produz peças geométricas em madeira pintada e hastes de aço inox, assim como, fios de linha tencionados que atravessam seus trabalhos.
Apesar de toda a tensão existente nos trabalhos da exposição, existe uma leveza e uma poética que os aproxima. 

Maurizio Cattelan

Maurizio Cattelan
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